sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Sonhos de borboleta...

E se pôs de borboleta. Abriu suas asas o máximo que conseguiu. A ponto de quase tocar o céu. Respirou fundo. Esperou... um minuto, dois, mais alguns e, então... Uma suave brisa tocou seu rosto. O sol beijava o horizonte. Ela sabia, era o momento. Começou a mover as asas vagarosamente e aos poucos pôs-se a voar.
Era um sonho alvo, havia ternura em seu olhar. E estava tão bela, que mesmo ela sentiu que havia algo diferente em seu volitar.
Sua alma, se existisse afinal, parecia não estar dentro dela. Sentia como se alma voasse acima e aquela menina borboleta pudesse observar o mundo duas vezes em uma só. Enxergava o que viam seus olhos, mas também o que sentia sua alma. Era uma sensação incrível.
O céu estava lindo, limpo, de um azul infinito, como se o Deus tivesse escolhido o cenário perfeito para aquele momento. E foi com efeito que tudo aconteceu. Por um momento sua vista escureceu e ao voltar todos os sentidos estavam aflorados. Sentia o ar que entrava em seus pulmões. Ouvia cada som, movimento. Seu coração, ah, esse parecia bater cada vez mais forte até explodir. E então já não sentia mais o coração... Sentia agora o vento passando por sua alma, observava suas asas subindo e descendo calmamente...

Continua...



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