quinta-feira, 23 de maio de 2013

Café

Sentada, de janelas para a parede...
Café...
Meia janela. Lâmpada.
Antigamente seria cigarro atrás de cigarro.
Cigarro no passado fica entre parênteses.
Café.
Apaga a luz. Fecha a porta
Aumenta o volume do  radio.
Tédio...
Chove, para, chove, para.
Hoje tem novela. Mas não quero assistir, é nova e pretendo me desprender desse vício.
Chuva, chuva, chuva. Ao menos tive companhia.
A maré está cheia. Parede em frente à janela.
Café.
Grades na janela em frente à minha.
Sinto como se meu sangue pesasse, e meu corpo estivesse preso a este lugar.
Não ria. Ou ria, sinta-se a vontade. Que minha monotonia ao menos alivie sua tensão.
Minha cabeça pende para o lado, pesada, cansada. Cheia de nuvens.
Preciso organizar minhas coisas. Não consigo me mover.
O tédio me consome. Preciso acordar.
Café. (Cigarro)
Acho melhor almoçar. Não quero comer.
Mais café.
Chove. Chove. Chove



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