segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Àqueles que querem demais!

Toda intensidade que pode haver em meus sentimentos, dedico a mim mesma. Nesses momentos em que me prejudico, me judio, me afronto. Quando desgraço a mim mesma, quando consigo destruir qualquer coisa de bom que possa haver no meu interno. Então concentro toda a intensidade de sentimentos no meu ser, me amo, me odeio, me repugno e me jubilo. Volto para dentro tentando entender o porque daquele fazer mal. Me alucino, devaneio, descontrolo, corro para mim. Não aceito opiniões alheias. Guarde para você suas palavras! Meu ser é só meu, meu eu não é você. Me destruo, reconstruo, sobrepujo. Nesse processo de interiorização, degradação e sublimação interna eu conquisto a clareza e a sobriedade necessárias pro próximo, pro continuar, pro caminhar.
Sinto interno, sofro dentro, rio inteira, amo, odeio!
Depois voo, subo montes, alcanço o céu, sigo, consigo!
De cada alucinação encontro a razão perdida. Em cada loucura encontro uma realidade, em cada sobriedade um devaneio.
Não sei distinguir o certo do errado, o movimento do parado, o passante do passado.
Sonho com palavras que não consigo escrever, descrever, reviver...são sonhos, não são nada, são mágoas, ou águas...
São dias assim , serenos, perfeitos, em sonhos ou momentos, são vidas eternas... são agora ou são cavernas. Etecéteras sem fim. Às vezes não, às vezes sim... simplesmente acontecem, aparecem, se escondem, enlouquecem, devolvem e continuo aqui, simplesmente escrevendo as palavras que vão aparecendo, na minha mente crescendo, vivendo e morrendo.
Tento então achar nexo, confesso, nem sempre consigo, às vezes finjo e finge quem lê. E ficamos assim, entre porquês, fingindo coisas sem saber.
Então diante de você, consigo às vezes dizer, me deixa! me esquece! desaparece! Se me humilho ou me idolatro, é problema meu e só meu! e vá se fuder! com o perdão do palavrão ( ou palavrinha, tão pequenina). EU me humilho, me desgraço, me acabo e me conserto. Quanto a você, vá procurar o que fazer!
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