quinta-feira, 29 de julho de 2010

Sem rima

Sôfregos sentimentos, alheios, paralelos, obtusos, desregrados...
Antigos pensamentos, sonoros, sentidos, vividos, calados...
Serenos compartimentos, vazios, escuros, intrusos, roubados...
Sementes de manhã que compõem cada ser
Sementes de anoitecer, chorando chuva fria.
Espécies de agonia, correndo sem saber...
Querendo nunca ter, mostrando ousadia.

Palavras no escuro implorando por perdão
Silêncios envolventes cantando uma canção
Abstratos, imaginários, reais em cada ser
Realidade atormentada, aumentada a ranger
Ruídos dos porões ou de portões a bater
Sonetos na lembrança, de criança a correr.

E da rima não resta mais nada,
Nem o timbre, nem a risada
E quando acaba mais uma madrugada
Sobra apenas um verso, sem rima!
Postar um comentário