quinta-feira, 29 de julho de 2010

Desejos passageiros de uma tarde semi-fria

Eu quero um beck gigante, um cigarro e coca cola...
Quero um chocolate, uma taça de vinho e uma vitrola
Uma máquina de escrever, algumas boas idéias e um alguém pra me ler


Sem rima

Sôfregos sentimentos, alheios, paralelos, obtusos, desregrados...
Antigos pensamentos, sonoros, sentidos, vividos, calados...
Serenos compartimentos, vazios, escuros, intrusos, roubados...
Sementes de manhã que compõem cada ser
Sementes de anoitecer, chorando chuva fria.
Espécies de agonia, correndo sem saber...
Querendo nunca ter, mostrando ousadia.

Palavras no escuro implorando por perdão
Silêncios envolventes cantando uma canção
Abstratos, imaginários, reais em cada ser
Realidade atormentada, aumentada a ranger
Ruídos dos porões ou de portões a bater
Sonetos na lembrança, de criança a correr.

E da rima não resta mais nada,
Nem o timbre, nem a risada
E quando acaba mais uma madrugada
Sobra apenas um verso, sem rima!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Momentos












Um rio irá correr,
Por cima de mesas e armários,
Um rio de lágrimas.


Não tento te esquecer,
De nada irá valer,
Não vale nada.


Eu sem você,
Fogueira de cinzas, 
Apenas um rio a correr
Um rio de lágrimas.




A chama sabe acender,
E meu corpo querer você,
Em cima de camas e tapetes
Sem nada.

domingo, 25 de julho de 2010

Amargura

Esse é antigo, 06/06/2009. a pedidos da KArol...

Cheiro de sangue e morte, gosto amargo de fel. Palavras escondidas no tempo, em sonhos que se foram ou que ficaram trancados, em corações amargurados.
Linda fumaça cinza que mata e acalma, sons distantes e alheios, alheios ao tempo e ao mundo em que se vive, sobrevive.
Todos os sentidos mudos, cegos, surdos, ocultos na escuridão, de um calado coração que não sabe mais amar.
Ser terno, ser eterno, apenas um ser externo que não sabe mais a razão. Dilemas profundos, pensamentos de uma mente paralisada, transtornada.
E de repente aquela mesma solidão, em que no meio da multidão tudo congela, ou acelera e não se consegue acompanhar, e resta só desilusão.

Silêncio

Vii, esse é para você!!!

Enquanto busco meus eus
Isolada no meio do mato
Sumo e some você também
Perdemos todo o contato.

Quando busco referências
De por onde foi seu ser
Some e sumo de imediato
Um silêncio abstrato,
Dois blogs sem ninguém ler!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Inspiração passageira

Vou matar o vazio que corre dentro de mim,
Perfura minha mente e sufoca o meu ser.
Esse vazio congela minha alma,
Derrama minha essência, transborda meu querer.
Saudades plenas, apenas, falta de você,
Um você de querer bem, escritos em poréns,
Todo cheio de viiver.
São palavras que me ocorrem,
Correm, me deixam sem saber.

E a inspiração acaba do nada, assim como a vida o escrito fica sem fim!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Mente Turbinada

A quantas anda seu pensamento?
Já brotou o saber?
Está na forma a massa,
Ou ainda no sol a crescer?
Por onde anda seu pensamento?
Chegou ao céu ou chegou ao chão?
Corre atrás de amor ou de confusão?
Já se calou seu pensamento?
Ou ainda está a cantar?
Com muitas vozes,
Todas velozes, os pensamentos a declamar.
Cala-te mente, e vá deitar!!!

Sons 2

Senhores, suores, colares
Sonoros, severos, solenes serão
Semblantes, solenes, serenos
Eternos, atrozes, etéreos serão

Versos de dores terrenos
Eterno veneno de versos serão
Sonoros serão os extremos
Em sérios momentos de devassidão

Porém, de eternos momentos
Tão ternos, serenos também o serão!!!
É fato!!!

auto definições

Ligia Marina:

#1:
Quente como o mar
Após um domingo de sol
Em plena lua cheia
Bem perto do farol.

#2:
Solene na estrada
Do tentar viver feliz
Sempre na caminhada
Nem sempre como se quis


Sons

O que se fez
Aqui se trás
O que se trás
Aqui foi feito
Ou fazerás!

E logo jaz
Mais um sujeito
Que tanto fez
Ou tanto faz!

Pois só se faz
O que não foi feito
E o que foi feito
Não fazerás!

Desabafo #1

Senta aí, vamos conversar
Quem disse que você pode me julgar?
 Baseado em que fatos, atos ou argumentos
 Fala que o meu baseado é o seu tormento?
 Vem aqui, eu quero saber
 Se você consegue entender
 Que um cigarro não muda personalidade
 Marijuana não destrói sociedade!
Cada qual com seu vício, artifício, opinião
Somos todos doentes da civilização
Buscando todo o tempo nos diferenciar
Consciência, Independência e nada a declarar!
O meu cigarro pode não me curar
Mas pode crer que não vai te matar
Fique com suas drogas industrializadas
Eu fico com a erva que por Jah foi criada!