quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

ARTIGOS
O nutricionista no Brasil: a história desse importante profissional da saúde

O primeiro curso de Nutrição do país foi criado em 1939, no então Instituto de Higiene da Universidade de São Paulo (USP), com o nome de Curso de Nutricionistas, por iniciativa de seu diretor, à época, Prof. Geraldo Horácio de Paula Souza. Para chegar a essa iniciativa do Prof. Paula Souza, como era mais conhecido, é necessário voltar um pouco no tempo para resgatar os motivos que o levaram a considerar tão importante para a sociedade brasileira a profissão de nutricionista. Com a entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial, em 1917, criou-se a necessidade urgente de técnicos para atuar na área de Nutrição e Dietética, o que gerou nesse mesmo ano, em 20 de outubro, em Cleveland, Ohio, a criação da, até hoje conceituada, Associação Americana de Dietética (American Dietetic Association). Surgiu, então, uma nova profissão na área da saúde, à época denominados "dietistas". A expressão "nutricionista" passou a ser empregada entre os anos de 1920 e 1925. Durante a permanência do Prof. Paula Souza nos EUA, no início da década de 1920, provavelmente ao visitar os Departamentos de Saúde Pública daquele país, ele conheceu a importância do trabalho de Nutricionistas nesse campo. Tendo um profundo conhecimento sobre a estreita relação existente entre Nutrição e Saúde, o professor notou a necessidade de criar no Brasil um curso destinado à formação de profissionais habilitados a atuar nas áreas de Alimentação e Nutrição. Para isso, em 1938, solicitou ao governo do Estado de São Paulo a criação de um Centro de Estudos sobre Alimentação, anexo ao Instituto de Higiene. Este centro de estudos foi criado por um Decreto Estadual de 1939 e, poucos meses depois, o Decreto Estadual nº. 10.617, de 24 de outubro de 1939, instituiu o curso destinado à formação de nutricionistas, no então Instituto de Higiene, hoje Faculdade de Saúde Pública da USP. Entretanto, diferentemente do Prof. Escudero que fundou, em 1933, a Escola Municipal de Dietistas em Buenos Aires (Argentina), o Prof. Paula Souza deu ao curso que criou no Instituto de Higiene a designação então usada nos Estados Unidos para os profissionais de Nutrição que atuavam em saúde pública - Curso de Nutricionistas. Fundando esse curso, o professor mostrou ser pioneiro, pois, somente 27 anos mais tarde, durante Conferência realizada em Caracas (Venezuela), o profissional que ele desejava formar foi definido assim: "Nutricionista é o profissional de nível universitário, qualificado por formação e experiência para atuar nos serviços de Saúde Pública e atenção médica institucional, indispensável para a melhoria da nutrição humana e manutenção do mais alto grau de saúde". Na mesma conferência, reconheceu-se que: "sem dúvida, a base de qualquer programa de Nutrição e Saúde, seja em nível hospitalar ou assistencial, assim como a dos programas de prevenção e promoção da saúde, repousa no nutricionista". Hoje, vive-se um momento de grande expansão dos cursos de Nutrição no país, marcado principalmente no final do século XX, em meados da década de 90, e início do século XXI, especialmente no Estado de São Paulo, o que reflete em aumento de profissionais no mercado de trabalho, gerando uma diversificação das áreas de atuação do nutricionista, o que gradativamente contribuirá para mais reconhecimento da profissão frente a toda a população, já que alimentação correta e balanceada é fator preponderante para a promoção e/ou recuperação da saúde, além de qualidade de vida. Com relação à regulamentação da profissão de nutricionista, ela ocorreu quando da publicação da Lei n° 5276, de 24 de abril de 1967. No decorrer da jornada, houve ameaça de veto, o que mobilizou a todos, e a vitória foi celebrada: o veto foi rejeitado. Os congressistas premiaram o esforço de quase 20 anos de luta em busca do reconhecimento oficial da profissão de nutricionista. A referida lei foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 26/04/1967, tendo sido assinada pelo Presidente A. Costa e Silva. A segunda lei de regulamentação da profissão teve seu início no Projeto de Lei nº. 4159/1989, de autoria do Deputado Federal Hermes Zanetti (PMDB/RS), tendo sido apresentado primeiramente no Senado Federal, em 28 de novembro de 1989. Foi uma luta incessante das entidades para que a lei refletisse mais fidedignamente as atividades exercidas pelo profissional nos novos tempos, já que a primeira lei de regulamentação, editada em 1967, já não refletia mais a prática profissional exercida pelo nutricionista. A Lei nº. 8234, de 17 de setembro de 1991, foi publicada no DOU de 18/09/1991, tendo sido assinada pelo então Presidente da República, Fernando Collor de Melo, revogando assim a lei anterior (5276/67).

DIA DO NUTRICIONISTA NO BRASIL

De acordo com o Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), o dia 31 de agosto marca a criação da Associação Brasileira de Nutricionistas (ABN), em 1949, e nesse mesmo dia ocorreu a primeira Reunião Plenária da Associação, na cidade do Rio de Janeiro. A ABN foi, posteriormente, substituída pela Federação Brasileira de Nutricionistas (Febran) e, atualmente, pela Associação Brasileira de Nutrição (Asbran).
Fonte: Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região (CRN-3)

A necessidade de Criar

Há alguns anos atrás, na minha fervorosa adolescência, eu escrevia, escrevia, sonhava, imaginava como uma louca, não passava uma noite sem escrever. E sentava na varanda, olhava pra lua, fumava um cigarro - ou vários deles - e escrevia. Nada me fazia sentir melhor, apenas se tivesse um vinho, uma vitrola e/ou uma máquina de escrever, então era êxtase total. Então eu fui crescendo, perdendo sonhos, esperanças, quebrando a cara, realizando muitos daqueles sonhos, e fui me perdendo, parece que a imaginação acabou. Tentei utilizar a criatividade fazendo bijuterias, pintando móveis e espelhos, deixando minha mãe louca... Mas nada supriu a necessidade.
E vivo assim meio amargurada, com vontade de escrever de novo, de ter aquelas idéias geniais, aquelas inspirações que me deixavam inquieta, nervosa, ansiosa, até que eu estivesse com papel e caneta na mão. A vontade de escrever nunca passou. O que escrever acabou.
Me perdi no meio de sonhos, desejos, objetivos, decepções, frustrações, e fui ficando...devagar... lá atrás... como uma lembrança.
E agora a vontade voltou...como um furacão surgindo em meu peito, minha mente, meus sonhos, parece que a NECESSIDADE DE CRIAR foi maior do que a idéia de ter acabado a criatividade.
Os assuntos mudaram, antes ideais de revolução, vontade de mudar o mundo, amores, dores, saudades; agora são coisas interessantes sobre a faculdade, artigos lidos em revistas técnicas, são idéias mais maduras, são desejos de mudar o mundo dentro dos meus limites e de acordo com a profissão escolhida.
Espero que esse blog possa de alguma maneira corresponder a minha vontade de criar e talvez servir para alguém, como uma distração, um passatempo, uma fonte de informação, ou qualquer coisa do tipo.
Obrigada pela presença, e volte sempre...hehehhehe
Bjos...