quarta-feira, 20 de julho de 2016

Nossos pequenos momentos

Ah, nossos pequenos momentos...
Como os amo... como amo cada um dos nossos pequenos momentos.
Aquela caneca de café quentinho e cremoso que você me leva na cama todas as manhãs - ou a maior parte delas.
Aquelas nossas briguinhas por motivos banais, e fazer as pazes depois delas.
Nossos pequenos momentos que me fazem sentir viva.
Nosso almoço no fim da tarde. E olhar a lua e rir da chuva mansa de Sergipe.

Ah, nossos pequenos momentos...
Uma dose de rum compartilhada entre gargalhadas. E dançar ao som (mental) de ' ...os alquimistas estão chegando...' como se fossemos os donos da praia. Do mundo.
Quanto prazer me dão. Como me fazem amar cada segundo de vida, cada instante ao seu lado. E também os longe de você. Naqueles angustiantes momentos de uma saudade imensa  e tão intensa que afirmam e ampliam o amor em meu ser.

Ah, nossos pequenos momentos...
São esses, outros e cada um deles que elucidam em mim o significado de amar, de querer. São em nossos pequenos momentos que aprendo a ser viva, que enxergo todas as cores, sinto os sabores e cheiros e intensifico todos os sentidos.
Com você aprendi a ser feliz, aprendi que a real felicidade está em cada pequeno momento e não no todo.

Ah, nossos pequenos momentos...
Ah, como eu amo você!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Universo é o meu lar!

Eu queria morar nas estrelas
Sinto tanta falta de lá.
Da leveza do céu.
Queria brincar nas nuvens
Passear entre as estrelas
Sentir a brisa refrescante 
E o aroma suave daquela imensa escuridão
Observar o infinito ponteado de luz.
Correr sobre os anéis de Saturno.

Eu queria voltar para as estrelas
Sinto imensa falta de lá!
imagem retirada de: http://ignotus.com.br/profiles/blogs/iluminando-o-universo?xg_source=activity

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O Grandissíssimo Filho da Puta e a Morte do 'Deboísmo'

Fico impressionada de ver a facilidade das pessoas em desdenhar da vida alheia.
Os sentimentos do outro são simplesmente ignorados em favor do autoprazer.
A partir do momento em que se deseja conquistar algo, tudo será feito para se chegar ao objetivo desejado. E como os fins justificam os meios, vale qualquer tipo de mentira e canalhice nesse jogo de puxar tapetes.
É muito difícil hoje, conseguir praticar o tal do 'deboísmo'. Aliás, é praticamente impossível alguém conseguir ficar na sua, viver sua vidinha em paz, sem incomodar ninguém e principalmente sem ser incomodado.

Exemplo 1:
O carinha passa a vida quebrando a cara em empregos frustrantes, sendo obrigado a aguentar humilhações e todos os tipos de injustiça porque não tem uma formação mínima necessária, porque precisa sustentar a família e/ou a si mesmo. Um belo dia, esse carinha arranja um emprego que, apesar de não ser 'O' emprego é o melhorzinho que já conseguiu, salário suficiente para viver, pessoas legais, horário bom. O carinha está feliz! O carinha está de boa! O carinha não faz mal a ninguém. Está vivendo o auge dos seus dias de Deboísta.
Eis que aparece o Grandissíssimo filho da puta. O filhinho de mamãe. Aquele que nunca passou necessidade, nem sabe o que é isso. Ele tem tudo e tanto que para ser feliz precisa exorcizar o deboísmo alheio. E enquanto não deixar a todos infelizes ele mesmo não ficará 'de boas'.

Exemplo 2:
O carinha está bem! O carinha está feliz! vivendo sua vidinha na dele. De boas! sem precisar de ninguém. Cansou de andar de muletas e aprendeu a andar sozinho. Não incomoda ninguém! Aprendeu a se divertir sem companhia, Aprendeu a guiar a própria vida. Cansou de esperar atitudes dos outros e passou a tomá-las por si só. Cansou de expectar-se, expectativas já não servem mais para si. O carinha está feliz! O carinha está de boa! O carinha não faz mal a ninguém. Está vivendo o auge dos seus dias de Deboísta.
Eis que aparece o Grandissíssimo filho da puta. O falso amigo, o falso amante. Aquele que no lugar das muletas usa próteses para não ver que ele mesmo se apoia em alguém. Aquele que se acha o tal. O dono da razão. Aquele que com palavras doces e suaves envenena a mente do carinha. Aquele que com sussuros grita infortúnios e deixa o carinha surdo.  E enquanto não deixar a todos infelizes ele mesmo não ficará 'de boas'.

Exemplo 3:
O carinha, depois de inúmeras tentativas fracassadas de doar o seu amor, resolveu doar-se a si mesmo! E descobriu que o seu amor era muito mais importante para si próprio do que para outrém. O carinha não quer saber de ninguém. Percebeu que, afinal de contas, ele é mais completo só do que acompanhado. Conseguiu enxergar seu Eu completando-se de si mesmo, crescendo, evoluindo e transbordando. O carinha está feliz! O carinha está de boa! O carinha não faz mal a ninguém. Está vivendo o auge dos seus dias de Deboísta.
Eis que aparece o Grandissíssimo filho da puta. Aquele que se acha no direito de roubar a solidão alheia, como se fosse mero produto industrializado produzido em larga escala. Aquele que vê na solidão, não a imensa possibilidade de evolução íntima e pessoal, mas um monstro grande e forte e destruidor capaz de arrasar com a sua vida. E para afastar esse monstro de si, ele destrói o templo do carinha. E para isso vale usar qualquer mentira, qualquer sujeira, qualquer falsidade. Aquele que vai tapar seus buracos com o deboísmo do carinha, e quando estiver bem e farto irá partir, deixando para trás um queijo suiço que um dia foi um carinha. E enquanto não deixar a todos infelizes ele mesmo não ficará 'de boas'.

Eu poderia passar 3 dias dando exemplos do grandíssissimo filhoda puta (GFdp)  e seu desdém. Mas não acho que ele mereça tanto cartaz.
 Infelizmente, o tal do 'Deboísmo' tem os dias contados. Como a moda que muda à cada estação. Pois, cada qual em sua própria razão ri do alheio, dos sentimentos, verdades e desejos de cada um que não for uma cópia de si. E não! não existem cópias de ninguém! E não adianta pedir para não se machucar. E não adianta o carinha ter um papo franco com o GFdp, explicando as suas razões de cultivar um templo como a solidão, ou mesmo de apresentar a sua visão do deboísmo. Não adianta o carinha ser sincero e pedir o mesmo em troca. E nem mesmo citando Nietzsche (Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer VERDADEIRA companhia) o carinha vai conseguir se proteger do GFdp. Para conseguir o que deseja ele será capaz das maiores atrocidades - físicas ou psicológicas/mentais - contará as maiores mentiras, usará as mais perfeitas máscaras, artimanhas e encantos.
 O grandissíssimo filho da puta é a bruxa da Branca de Neve na vida real. Ele vai envenenar o carinha com a maçã mais bonita e vermelha. Ele irá se fantasiar do que for preciso, ele não mede as consequências, e não enxerga o erro nas suas atitudes. E vai tapar seus buracos com o deboísmo alheio, e quando estiver bem e farto partirá, deixando para trás um queijo suiço que um dia foi alguém. E enquanto não deixar a todos infelizes ele mesmo não ficará 'de boas'.
E ao cair do dia, de um lado o Gfdp parte com seu monstro na coleirinha para atacar algum outro carinha no auge Deboísta. Enquanto o já atacado, esburacado, e abandonado carinha terá que reaprender, reerguer-se de mais um tombo, recuperar suas pernas, gastar quilos e quilos de massa corrida para tapar os buracos e começar tudo de novo. Para ele tudo bem, afinal não há evolução sem quedas e tropeços. Mas apesar de não se incomodar por ter sido tão atingido mais uma vez, ele sempre irá pensar no desdém. Com que direitos me tira de dentro do meu templo, esse maravilhoso templo da solidão, para simplesmente me usar como coisa qualquer que se compra na feira, que se ganha de alguém? Será que seu pescoço dói, sua cabeça pesa ou será que dentro da sua mente já não mora mais uma consciência? Para que se fazer passar por vovózinha se tem tanta gente  por aí que gosta verdadeiramente da bruxa?
Sempre haverá essas e tantas outras perguntas, sempre haverá esses e tantos outros carinhas e GFdp, sempre haverá o monstro e o templo Solidão. No entanto, o deboísmo... esse tem os dias contados, logo será trocado por outra moda, por outra teoria, por outra receita de felicidade. Porque, por mais que o carinha aumente seu templo, edifique sua vida 'de boas', o GFdp estará alimentando seu monstro, fugindo dele e atropelando a todos sem perceber que só precisa parar, olhar bem nos olhos daquele bixão e perceber que o monstro, na verdade, é um templo em construção.
Imagem retirada de: https://avidabloga.wordpress.com/2012/07/11/maravilhoso-templo-budista-wat-rong-khun-2/

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Um pensamento

No momento estou dedicada ao crochê, produzindo peças diferentes, testando, experimentando cores.
A cada percepção nova de vida, a cada novo instante e novo aprendizado, me expresso de forma diferente. E em todas elas, eu falo  cores.
É engraçado observar como o pensamento é capaz de renascer, reciclar-se a si mesmo, frutificar e explodir em combustão numa criação de mundo que se dá ao mudar de idéia, ao entender algo novo, ao descobrir um pensamento.
Uma idéia que clareia de repente, e o mundo simplesmente muda de cor.
Tudo tem outro sabor
Outro aroma e todos os sentidos.
Como se acordasse d'um sonho, ou algo assim.
É a vida acontecendo todos os dias.
Eternas transformações.
Que não  cessam jamais.

Ligia Marina

terça-feira, 5 de maio de 2015

Preciso sorrir menos.

Preciso sorrir menos.
Preciso?
As pessoas interpretam errado.
Estranho isso.
Num mundo tão  frio... fechados em seus casulos. Afastando a todos que tentam se aproximar.
E um sorriso vira mal intento na mente gelada dessas pessoas frias.
Preciso sorrir menos.
Dentes à mostra trazem mal olhado.
Hahahaha.
"Sou um reflexo do mundo", dizia eu em minha mocidade. Mas... quem é o reflexo? O mundo ou eu?
Conforme as coisas vão  clareando, vejo que o mundo é  o meu reflexo. E o que eu quiser que mude no mundo, tenho que mudar em mim.
Aaaaaaaaaahhhhhhh gritam meus pensamentos. O cérebro borbulha.
É  tão  fácil  pensar e tão  difícil fazer.
Se antes estava toda amarrada, atada, vendada, amordaçada; agora começo a enxergar. As vendas se rompem lentamente e mesmo que eu enxergue com clareza, ainda há muitas amarras para soltar.
Começo a andar aos poucos. A cordas estão  se afrouxando. Só não posso parar.
E sorrio, afinal de que adianta sentir tudo isso se não  for para rir depois?  Perceber como estava o tempo todo lá  e eu não  via. Sorrio, rio, gargalho se precisar...
Não  me entenda errado. Se sorrio para ti não  é porque lhe tenho mal intento, mas porque vejo tantas cores saindo daqui de dentro que  me é impossível não sorrir.
E mesmo cada lágrima que cai, uma cor nova sempre trás. E depois de uma enxurrada salgada de lágrimas coloridas, o meu sorriso terá mais vida, mais potência e mais vontade de viver.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Amargo Despertar

Há 12 anos que não sei o que é existir sem você. Por mais que não  estivéssemos próximos fisicamente, você esteve, em cada momento nesses doze anos, dentro de mim. Cravado no meu coração tal qual jóia rara. Um diamante abrilhantando meu interior.
Há 12 anos tenho um sonho. E nesses doze anos a única certeza que tive, é  que no final de tudo estaria com você.
E quão feliz eu fiquei quando te reencontrei meu amor, por mais difíceis que fossem os dias, quando te abraçava e te beijava e sentia seu cheiro e olhava em seus olhos, o mundo podia acabar. Nada mais importava.
Há 12 anos que cresce dentro de mim um sentimento feito árvore... enfrentando verões, invernos, outonos e primaveras. Às vezes opaco, noutras brilhante, mas com uma raiz cada vez mais profunda.
E como agora poderei tirar isso de mim? Como conseguirei? Impossível! Suas raízes se amarraram tão  fortes às minhas que para conseguir tirá-lo daqui de dentro terei que amputar membros, órgãos, e até mesmo parte de minh'alma.
Não, não era perfeito. Não  era como no sonho. Não  era como brincar de casinha. Mas era você  e eu. E nada mais importava.
O que eu faço agora? Pra onde correr? Para quem gritar quando essa dor apertar?
Em qual colo buscar aconchego quando sentir falta do teu aconchego? Qual boca beijar se o sabor que eu gosto é  do teu beijo? E quando eu precisar do teu cheiro pra me acalmar, qual será o cheiro capaz de reproduzir meu nariz nos teus poros, na tua pele?
E quando eu acordar e perceber que aquele sonho acabou, que me resta uma parte de mim, uma ínfima parte que nem sei pra que serve sem você. Quem será  capaz de fazer com que minhas lágrimas parem de escorrer?
Doze anos perdidos? Doze longos anos de um sonho que acabou. Quem foi o culpado por acender a luz e me chacoalhar freneticamente até  que meu sonho se esvaisse no horizonte?
Não posso te pedir nada meu amor. Não posso pedir mais nada. Agradeço por ter sido um lindo sonho durante 12 anos, o mais forte que já tive até  hoje. Agora me resta parar de cair. Nesse buraco que se abriu sob meus pés. Tentar enxergar algo nessa escuridão que tomou conta de minha vida desde que você  se foi.
Me desculpa se não  consegui ser o que você  desejava a ponto de você não me querer mais. Você também não  era exatamente o que eu gostaria que fosse, mas eu estava me esforçando tanto pra te aceitar como você  é. E mesmo assim eu não sei viver sem você. Sem esse sonho que há  doze anos brilha dentro de mim.
Agora só  sobrou escuridão e medo. 

segunda-feira, 2 de março de 2015

O Sapo

Vagando pelo mundo agora, aquele sapo que outrora foste dono até  dos céus, segue cabisbaixo em sua jornada. Calado.
Jornada molhada. Tentando encontrar respostas para o que não  entende.
Foge do mundo. Foge de si... esconde-se em nada.
Ninguém  enxerga o buraco dentro de si. Esse vazio que esmaga o estômago, mas não é  fome.
Ou até  pode ser, já  que quase não  come e quando come quase nada lhe agrada.
Segue em sua jornada. Calado.
Carrega dentro de si a única capaz de lhe fazer sorrir, mesmo nas maiores tormentas.
E caminha. E sorri.
Em seu olhar carrega o brilho das estrelas.
E pára o mundo quando sorri.
É como se uma estrela caísse do céu bem lá dentro dos seus olhos.
Mas é  sapo.
Desde quando ninguém sabe.
Só  se sabe que caminha.
Calado...
E sorri.
E caem estrelas...
E o mundo pára...
Então ele se vai. E ao sumir no horizonte, parece que ainda brilham fragmentos de estrelas por onde passou.
...
Talvez o mundo não  saiba... o que existe além daquele verde, molhado e calado sapo que faz cair estrelas quando sorri.
Talvez não se saiba e nem nunca se saberá que dentro do sapo mora um príncipe. Dos mais nobres, finos e gentis.
Das poucas pessoas que souberam da história, nenhuma sabe afirmar se um dia o príncipe  voltará.
Então  ele saiu pelo mundo... caminhando e sorrindo. Sem pressa de ser príncipe. Aprendeu a ser sapo e ficou por lá.
Dizem alguns que o viram passar, que não se nega realeza. O reconheceram no olhar. E também que estar em sua presença é como ter estrelas na sala de jantar.